24 de setembro de 2016

22 de setembro de 2016

desta magia que setembro traz



este mês cheio de recomeços que não se condensam num só dia nem se encerram  no peso de uma só noite de passagem de ano traz cargas de esperança de muita coisa por viver. chegam as rotinas de dias ritmados, chegam os dias de praias vazias onde nos expandimos mesmo que precisemos de mangas compridas e meias nos pés. este nosso mês de setembro traz muitos regressos, muitas repetições, muitas reestruturações dignas de listas de ano novo que ousamos riscar cumpridas. desafios à altura de um novo ano cheio de promessas de que nos superaremos.

19 de setembro de 2016

a magia das letras


sabíamos, pressentíamos que seria fácil. regressas todos os dias deslumbrado com magias e jogos de letras e palavras que te vibram nos olhos. esta professora que te põe a acreditar ser capaz de ter magias na manga para que o mundo não acabe, a natureza não se destrua, a comida se transforme. não que vogais e consoantes não te fossem já familiares mas há um novo brilho que lhes encontras. como se tivesses ganho um outro olhar. continuas a nossa abelha a produzir o mais doce mel dos nossos dias alternando-os com momentos de um zumbido torturador. anseias todos os dias pelo bebé que teremos nas nossas vidas, contas os minutos para voltar a viver a vida de um recém nascido. derretes-te com o futuro próximo e desejas que a comida que ingiro tu traga com mais rapidez. não queres esperar, tens pouca paciência para esperas, não esperas que mexa para tentar sentir os movimentos mas perguntas várias vezes se é naquele preciso momento que mexe, só para ti. és o filho que deixa de ser pequeno. o que não vamos saber o que chamar, o que não vai ser nem grande nem pequeno. és o filho que não me fazendo mãe me mostrou que se pode ficar perdidamente apaixonado pela descoberta de uma outra pessoa em construção e que a magia dessa individualidade emergente é deslumbrante.

8 de setembro de 2016

those moments


dizer adeus ao verão, a este verão com areia nos pés.

5 de setembro de 2016

dar alimento




às memórias do passado lá num futuro mais à frente....

4 de setembro de 2016

do nosso pinhal



teremos sempre o nosso pinhal, este que nos faz sair, rebolar dunas e recolher muitos paus.

2 de setembro de 2016

acabaram as férias





























desmembrados em dias soltos cheios dos seus pares, crianças soltas em descompressão.

1 de setembro de 2016

a nossa praia secreta





 























juntamos 6 meninos e meninas à praia dos nossos refúgios secretos, cheia de matéria animada e inanimada para explorar, escorregas, godos repletos de padrões, simetrias e espirais. construímos um guarda sol que nos guardou do sol, afiamos ardósia até termos facas, dispusemos placas de pedra até termos mesas e prolongamos o tempo.

15 de agosto de 2016

o campo depois da praia



uma toupeira em decomposição, picadas de abelhas, carreiros de formigas e mais caminhos sempre a ficarem por descobrir e explorar.

11 de agosto de 2016

31 de julho de 2016

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e mais um rei na barriga

27 de julho de 2016

o poder de fazer



temos uma mochila nova a carregar-nos as memórias.

O

andamos atarefados, ocupados a montar orgãos pernas e braços. não é doença mas isto de sermos uma espécie de fábrica rouba energia, concentração, horas de sono e dependendo da dança que as hormonas decidem dançar, algum desnorte. sou uma casa, uma morada, ainda que de transição, pela terceira vez. 

19 de julho de 2016

tate


habitua-mo-nos a gerir expectativas, a partilhar passeios que incluam programas onde cabemos todos, às vezes cabemos mesmo todos. este fim de semana uma instalação na nova tate deixou-os a brincar.

eu vista por mim

eu vista por mim
novembro1982